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1 · Súmula econômica · Desenvolvimento produtivo · comércio 2024 + pulso 2026

Complexidade econômica: como transformar vantagens em capacidades que se multiplicam?

O Brasil está em 56º no ECI de bens, mas o ranking é apenas o sintoma. A questão estratégica é se agro, energia, indústria, ciência, serviços e mercado interno estão gerando novas firmas, fornecedores, engenharia, propriedade tecnológica e especializações capazes de se recombinar quando a fronteira muda.

Índice da súmula
2 · Placar · resultado em 3 minutos

O jogo não é exportar produtos “difíceis”; é construir uma economia que aprende a fazer coisas novas repetidamente.

O Brasil mantém ilhas de engenharia e ciência de classe mundial, mas ainda não as converte em densidade produtiva suficiente: ocupa o 56º lugar no ECI de bens e, em janeiro–agosto de 2026, soja, petróleo bruto e minério de ferro responderam por 37,7% das exportações. O problema não são esses produtos; é a velocidade com que suas capacidades transbordam para novas atividades, firmas e regiões.

0,37ECI do BrasilAtlas · comércio de 2024 · metodologia vigente em 2026

O ECI sintetiza o conhecimento produtivo revelado pela pauta de bens exportados competitivamente; não mede toda a economia.

56ºposição global do BrasilAtlas de Complexidade · ranking vigente

O Brasil ocupa a 56ª posição na régua canônica da plataforma, distante da fronteira e quatro posições abaixo de 2019 na série atualmente exibida pelo Atlas.

37,7%soja + petróleo bruto + minério de ferrojan–ago 2026 · MDIC/Secex

É um pulso contemporâneo de concentração exportadora, não um ECI de 2026. Mostra quanto três produtos ainda pesam na pauta externa.

↓ 4mudança desde 2019posição frente a 2019 · série vigente do Atlas

A perda de quatro posições desde 2019 é relativa: outros países avançaram mais rápido na composição exportadora.

Por que estamos aqui

O que mais ajuda a explicar o placar

  • densidade insuficiente de firmas e fornecedores que fazem engenharia, P&D, qualidade e integração de sistemas de forma contínua
  • baixo valor doméstico e comando tecnológico em partes de cadeias sofisticadas: exportar um bem complexo não garante controlar projeto, software, PI ou a próxima geração
  • investimento produtivo, capital paciente e demanda tecnológica ainda insuficientes para financiar a passagem entre adoção, engenharia, P&D, escala e exportação
  • serviços produtivos — software, logística, telecom, finanças, certificação e engenharia — nem sempre têm custo e sofisticação compatíveis com uma indústria de fronteira
  • políticas ainda medem com facilidade desembolso e produção, mas menos frequentemente a capacidade que ficou: fornecedores, pessoas, PI, laboratórios, produtividade e novos mercados
Por que importa

O efeito sobre desenvolvimento e vida cotidiana

Complexidade é opção estratégica. Quanto maior o repertório de capacidades, maior a chance de o país reagir a IA, transição energética, choques geopolíticos e mudanças de demanda sem depender apenas de importar a próxima tecnologia.

O que muda o jogo

A direção da virada

Criar uma contabilidade nacional de capacidades, desenvolver uma escada de firmas inovadoras, usar recursos naturais como plataformas tecnológicas, fortalecer serviços produtivos e pesquisa aplicada, orientar capital e compras para aprendizado verificável e fazer política regional com mapas de adjacências e apostas de fronteira.

Se você parar aqui:A vitória não é subir algumas posições no ECI. É reduzir o custo de aprender a próxima atividade e aumentar a parcela de tecnologia, engenharia, fornecedores e decisões estratégicas que permanecem no Brasil.
3 · Tradução do jogo

No papo da arquibancada

É a diferença entre uma cidade onde quase todo mundo depende de uma única atividade e outra onde o filho do trabalhador encontra muitos tipos de emprego para escolher.

Quando um lugar sabe fazer poucas coisas, uma crise naquele setor derruba muita gente ao mesmo tempo. Quando sabe combinar engenharia, máquinas, software, fornecedores, logística e serviços, abre mais caminhos para empresas e trabalhadores — e fica mais fácil criar coisas novas.

Na vida real: Se uma cidade vive quase só de uma grande fábrica e ela fecha, o baque chega ao mercado, ao aluguel e ao emprego. Se há também fornecedores, tecnologia, serviços, manutenção e outras indústrias, existem mais portas para a renda continuar circulando.

O exemplo tem limite: Complexidade não é sinônimo de riqueza nem garante salário alto. O índice também enxerga melhor bens exportados do que serviços e atividades voltadas ao mercado interno.

4 · Primeiro tempo · o placar completo

O objetivo não é “exportar produtos difíceis”; é multiplicar capacidades que possam ser recombinadas.

Japão, Coreia do Sul, Alemanha e China estão próximos da fronteira porque acumularam repertórios densos de engenharia, fornecedores, pesquisa, serviços produtivos e firmas capazes de aprender repetidamente. O aprendizado para o Brasil não é copiar a pauta desses países, mas construir mecanismos que reduzam o custo da próxima diversificação.

O Product Space ajuda a localizar adjacências: atividades próximas tendem a reutilizar parte das capacidades existentes. Mas proximidade não basta. Política precisa acrescentar demanda futura, escala, competição, externalidades tecnológicas, segurança econômica e potencial de difusão.

A edição vigente do Atlas recalibrou a forma de medir especialização. A tabela preserva uma única edição de comércio de 2024; França, Austrália e Arábia Saudita continuam como N/D na extração canônica validada desta plataforma e, por isso, não recebem pontuação.

Pos.ReferênciaEconomic Complexity IndexPts
1🇯🇵 Japão1,693
4🇰🇷 Coreia do Sul1,563
6🇩🇪 Alemanha1,363
10🇨🇳 China1,263
12🇬🇧 Reino Unido1,253
18🇮🇹 Itália1,123
20🇺🇸 Estados Unidos1,113
27🇲🇽 Méxicotop 301
35🇨🇦 Canadá0,791
41🇮🇳 Índia0,721
42🇹🇷 Turquia0,701
56🇧🇷 Brasil 4 posições abaixo de 20190,371
58🇿🇦 África do Sul0,371
67🇷🇺 Rússia0,250
69🇮🇩 Indonésia0,230
84🇦🇷 Argentina−0,010
—🇫🇷 FrançaN/D—
—🇦🇺 AustráliaN/D—
—🇸🇦 Arábia SauditaN/D—
5 · O caso brasileiro

Brasil em campo

Diagnóstico

Por que o Brasil está nesse placar

O ranking é o sintoma. A capacidade de aprender, recombinar e escalar é o jogo.

O ECI de bens tenta inferir conhecimento produtivo a partir da diversidade das exportações competitivas e de quão raras essas especializações são entre países. Na edição vigente, com comércio de 2024 e metodologia recalibrada em 2026, o Brasil aparece em 56º. Isso é uma informação importante, mas insuficiente para uma estratégia de desenvolvimento. A pergunta mais útil não é “como subir no ranking?”, e sim **quanto custa ao Brasil aprender a produzir a próxima atividade relevante — e por que alguns países conseguem repetir esse movimento com muito mais frequência?**

Complexidade deve ser entendida como um repertório distribuído entre pessoas, firmas, fornecedores, máquinas, laboratórios, padrões, software, infraestrutura e instituições. Nenhuma empresa “possui” sozinha uma indústria aeronáutica, farmacêutica ou de semicondutores. Cada produto sofisticado é a ponta visível de uma rede de capacidades complementares. Quanto mais densa essa rede, mais atividades novas ficam ao alcance; quanto mais rarefeita, maior a dependência de importações, consultorias externas, licenças e decisões tomadas fora do país.

O problema brasileiro não é exportar commodities; é não extrair delas todas as capacidades possíveis.

Entre janeiro e agosto de 2026, soja, petróleo bruto e minério de ferro responderam por 37,7% das exportações brasileiras. Essa concentração é relevante, mas uma leitura simplista levaria ao erro de opor “commodity ruim” a “indústria boa”. Agro, petróleo e mineração modernos incorporam genética, geologia, sensores, máquinas, materiais, software, logística, finanças, energia e engenharia. Eles podem funcionar como **plataformas de complexificação** se o país usa sua escala para construir fornecedores, equipamentos, biotecnologia, química, serviços técnicos e propriedade intelectual. Podem também funcionar como enclaves produtivos se grande parte dessas funções críticas continuar importada.

O indicador correto, portanto, não é apenas a participação de produtos primários. É **quanto conhecimento doméstico é mobilizado ao redor de cada cadeia e quantas atividades novas ela torna possíveis**. Uma tonelada de minério pode puxar automação, controle de processo, materiais, equipamentos, energia e software. Um hectare altamente produtivo pode sustentar genética, bioinsumos, máquinas autônomas, satélites, seguros e serviços de dados. O desafio é fazer com que vantagens naturais se convertam em capacidades que sobrevivam ao próximo ciclo de preços.

Exportar um produto sofisticado também não prova comando tecnológico.

O outro erro é olhar um automóvel, eletrônico ou equipamento complexo na pauta e concluir que todas as capacidades associadas estão no país. Cadeias globais distribuem projeto, software, componentes críticos, montagem, propriedade intelectual, dados e decisões de investimento entre territórios diferentes. Duas economias podem exportar o mesmo produto e reter quantidades muito diferentes de conhecimento, renda e poder de decisão.

Por isso, a República em Jogo passa a propor uma **Conta de Capacidade Doméstica** para setores estratégicos: quem projeta; quem fornece os componentes críticos; onde estão P&D, software e dados; que parcela de compras vem de fornecedores locais competitivos; quais funções de engenharia existem; onde fica a propriedade intelectual; e quem decide a localização da próxima geração do produto. O objetivo não é nacionalizar tudo. É saber em quais camadas a dependência é eficiente e em quais ela limita aprendizado, segurança econômica ou capacidade de capturar valor.

A unidade decisiva da transformação é a firma que aprende continuamente — e a rede que aprende com ela.

Países complexos têm muitas empresas para as quais engenharia, melhoria de processo, desenho de produto e P&D fazem parte da rotina. O Brasil possui grandes campeãs e nichos sofisticados, mas precisa multiplicar a densidade de firmas que sobem uma escada: **adoção → adaptação → engenharia → P&D contínuo → tecnologia de fronteira → escala e exportação**.

Esse ponto muda o desenho da política. Uma empresa no primeiro degrau precisa de extensão tecnológica, digitalização, gestão e crédito para equipamento; outra em engenharia precisa de laboratórios, certificação e pessoas; uma deep tech precisa de subvenção, equity e comprador inicial; uma scale-up precisa de capital, mercado externo e fornecedores. Usar o mesmo instrumento para todas produz desperdício. A experiência chinesa é útil porque mede empresas por P&D, pessoal técnico, PI, receita tecnológica e especialização, e conecta estágios a instrumentos diferentes. O Brasil não precisa copiar a institucionalidade chinesa; precisa aprender a **enxergar capacidade empresarial como trajetória mensurável**.

Serviços produtivos e infraestrutura tecnológica são parte da fábrica contemporânea.

Software, nuvem, telecomunicações, logística, design, certificação, metrologia, manutenção, finanças e engenharia entram em praticamente todos os bens. Uma indústria pode comprar máquinas modernas e continuar pouco competitiva se os serviços que a cercam forem caros, lentos ou tecnologicamente rasos. Da mesma forma, serviços digitais exportáveis podem carregar conhecimento complexo sem aparecer plenamente no ECI de bens.

Isso exige abandonar a oposição antiga entre “indústria” e “serviços”. A pergunta estratégica é quais serviços aumentam a produtividade, a qualidade e a capacidade de inovação das cadeias produtivas — e se o país controla competências críticas nessas camadas. IA torna essa questão ainda mais importante: modelos, compute, dados, integração de sistemas e cibersegurança passam a ser infraestrutura transversal de engenharia.

Complexidade é territorial: o Brasil não tem uma única fronteira produtiva.

O que está “próximo” no Product Space para Minas Gerais não é necessariamente próximo para Ceará, Amazonas ou Rio Grande do Sul. Territórios acumulam ocupações, empresas, universidades, fornecedores, recursos naturais, infraestrutura e relações comerciais distintas. A linha de pesquisa de João Prates Romero ajuda a transformar complexidade em política regional ao combinar relatedness, empregos e estrutura produtiva.

A agenda nacional deveria produzir **Mapas de Capacidades e Adjacências por território**, integrando exportações, empregos, ocupações, firmas, patentes, IBID, instituições científicas e serviços. Isso permitiria distinguir três situações: diversificação adjacente de baixo risco; apostas de salto justificadas por ciência, mercado futuro ou missão nacional; e atividades sem base local suficiente, nas quais atrair uma planta isolada pode gerar pouco aprendizado.

A macroeconomia seleciona quanto tempo o país consegue financiar aprendizado.

Diversificação produtiva leva anos. Planta-piloto, certificação, treinamento, P&D e construção de fornecedores exigem investimento antes de retorno. Juros reais altos, volatilidade cambial e demanda incerta elevam a taxa de corte justamente dos projetos mais longos e intangíveis. Uma política de complexidade que ignore macroeconomia corre o risco de financiar inovação com uma mão e encurtar o horizonte empresarial com a outra.

Isso não significa pedir câmbio ou juros administrados para cada setor. Significa reconhecer que **capital paciente, estabilidade macro e proteção contra volatilidade excessiva são infraestrutura da transformação produtiva**. BNDES, Finep, mercado de capitais, fundos de pensão e instrumentos de garantia devem ser avaliados por sua capacidade de carregar risco tecnológico e de escala onde o mercado privado sozinho cobra prêmio incompatível com o aprendizado.

A NIB abre uma janela; o teste é o que ficará depois dos recursos.

Em 2026, BNDES e Finep anunciaram R$ 140 bilhões adicionais disponíveis para a Nova Indústria Brasil até dezembro. O volume é relevante, mas a régua correta não é desembolso. Para cada missão, o país deveria acompanhar produtividade, novos fornecedores, P&D empresarial, conteúdo de engenharia, patentes relevantes, exportadores, centros tecnológicos, empregos qualificados, participação de firmas nacionais em camadas críticas e sobrevivência das capacidades após o apoio.

Política industrial excelente é **processo de descoberta com disciplina**. O Estado formula hipóteses, coordena infraestrutura e demanda, divide riscos, mede progresso e encerra rotas que não aprendem. A empresa recebe apoio para construir capacidade adicional, não para eternizar uma posição. Complexidade cresce quando cada rodada deixa o país capaz de tentar a próxima com menos tutela.

A fronteira se move: convergir exige correr mais rápido que o benchmark.

IA, automação, biotecnologia, energia, chips e novos materiais podem mudar rapidamente quais capacidades geram valor. Por isso, metas estáticas são perigosas. O Brasil pode aumentar P&D, exportar mais manufaturados e ainda perder distância relativa se líderes avançarem mais rápido. A política precisa de uma **régua móvel de fronteira**, revisada anualmente: onde a tecnologia está indo, que capacidades transversais estão ficando críticas e quais dependências podem bloquear o país em cinco ou dez anos.

A vitória, portanto, não é ter uma pauta “bonita”. É construir uma economia em que recursos naturais, ciência, mercado e empresas se transformem numa máquina de **aprender, recombinar, escalar e recomeçar**.

Forças × gargalos

O que temos no elenco — e o que ainda trava o jogo

Temos no elenco
  • Aeronáutica, petróleo em águas profundas, agro, bioenergia, saúde, equipamentos elétricos, software e serviços de engenharia provam que o Brasil consegue construir capacidades de fronteira.
  • O país combina mercado interno, compras públicas, energia relativamente limpa, biodiversidade, minerais, agro competitivo e uma base científica ampla — ativos raros quando organizados como plataformas de diversificação.
  • BNDES, Finep, Embrapii, Senai, ICTs, universidades e empresas públicas formam uma infraestrutura institucional capaz de financiar, testar, comprar e difundir tecnologia.
  • A diversidade regional cria muitos “pontos de partida” para relatedness: agro e bioeconomia, saúde, aeroespacial, energia, mineração, digital, máquinas e serviços avançados.
  • A NIB e o PBIA oferecem uma janela para conectar política industrial, P&D, compras e infraestrutura; o desafio é disciplinar o esforço por capacidades e resultados, não por desembolso.
O que trava o jogo
  • Ilhas sofisticadas convivem com baixa densidade de fornecedores e firmas de engenharia; quando o núcleo é estreito, o conhecimento não se multiplica pelo tecido produtivo.
  • Participar de cadeias globais pode gerar escala e emprego sem transferir comando sobre projeto, software, componentes críticos, dados, propriedade intelectual e localização da próxima geração.
  • P&D empresarial, investimento e capital de longo prazo ainda são baixos para uma estratégia de convergência, e custo de capital elevado aumenta a taxa de corte de projetos tecnológicos.
  • Serviços produtivos caros ou pouco sofisticados podem neutralizar máquinas modernas e reduzir competitividade de todas as cadeias.
  • Fragmentação entre política industrial, ciência e tecnologia, comércio, qualificação, infraestrutura e desenvolvimento regional dificulta transformar uma missão nacional em portfólios de capacidades por firma e território.
  • A fronteira está acelerando em IA, chips, biotecnologia, energia e automação: convergir devagar pode significar continuar ficando para trás mesmo quando os indicadores domésticos melhoram.
O Brasil em movimento

O que o Brasil já está fazendo

Em curso

Nova Indústria Brasil

A NIB organiza a política industrial por missões. Em junho de 2026, BNDES e Finep anunciaram R$ 140 bilhões disponíveis até dezembro; a régua de complexidade pergunta quais capacidades, fornecedores, tecnologias e novas exportações esse esforço deixa no país.

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Em curso

Transformação digital da indústria

A missão 4 da NIB prevê transformar digitalmente 25% das empresas industriais em 2026 e 50% em 2033, buscando também participação nacional em novas tecnologias.

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Em curso

Brasil Mais Produtivo

O programa combina manufatura enxuta, eficiência energética, transformação digital e projetos de PD&I para difundir capacidades em MPMEs — justamente o tipo de mecanismo que pode transformar ilhas tecnológicas em densidade produtiva.

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Principais jogadores

Quem influencia o placar

Presidência, MDIC e CNDI

Precisam transformar missões industriais em portfólios com tecnologia, demanda, financiamento, comércio, regulação e metas de capacidade doméstica — não apenas metas setoriais.

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MCTI, Finep, Embrapii e ICTs

Conectam pesquisa, infraestrutura, encomendas, subvenção, prototipagem e absorção tecnológica; são essenciais para que novas especializações tenham base científica e de engenharia.

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BNDES, bancos e investidores institucionais

Definem prazo, escala e tolerância a risco. A complexificação exige capital que acompanhe a firma da engenharia à planta, da planta à exportação e da primeira tecnologia à segunda.

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Empresas líderes, scale-ups e fornecedores

São a unidade decisiva de acumulação: contratam engenheiros, dominam processos, acumulam PI, formam fornecedores e transformam conhecimento em produtos recorrentes.

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Estados, agências regionais, universidades e sistema S

Precisam mapear capabilities e adjacências locais e conectar formação, infraestrutura, P&D e atração de investimento a uma estratégia territorial de especialização.

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⭐

Craque do jogo · a capacidade de recombinar conhecimento

O ativo decisivo não é um setor isolado. É uma rede de firmas, pessoas, serviços e instituições capaz de usar competências existentes para entrar repetidamente em novas atividades.

⚽

Bola murcha · confundir política industrial com lista de desembolsos

Crédito, subsídio e proteção são meios. Sem produtividade, engenharia, fornecedores, PI, novos exportadores e capacidade de caminhar sem apoio crescente, o país financia atividade sem necessariamente acumular complexidade.

6 · Aprofundamento

A partida por dentro

6.1 · Tópicos especiais

Questões que mudam a leitura do placar

6.1 · O ECI é um radar de capacidades reveladas — não uma nota final de desenvolvimento.

Desde 2026, o Atlas usa uma função contínua de especialização em lugar do antigo corte binário RCA≥1. Isso melhora a sensibilidade a capacidades emergentes, mas também significa que rankings antigos e novos não devem ser comparados como se viessem da mesma régua. Além disso, o ECI de bens não captura integralmente serviços, PI, conteúdo importado, comando empresarial nem heterogeneidade territorial.

6.2 · Relatedness ajuda a escolher a próxima atividade; oportunidade estratégica decide quando vale saltar.

Diversificar para atividades próximas costuma custar menos porque reutiliza pessoas, fornecedores e infraestrutura. Mas proximidade não incorpora, sozinha, tamanho do mercado futuro, segurança econômica, geopolítica, externalidades ou velocidade tecnológica. Uma carteira robusta combina muitas adjacências plausíveis com poucas apostas mais distantes e explicitamente justificadas.

6.3 · Recursos naturais devem ter uma estratégia de transbordamento tecnológico.

Cada grande cadeia de agro, energia e mineração deveria ter mapa de fornecedores, tecnologias críticas, gargalos importados, oportunidades de engenharia e metas de novos produtos e serviços exportáveis. O indicador de sucesso é a quantidade de novas capacidades competitivas que nasce ao redor da vantagem original.

6.4 · A escada de firmas evita tratar “empresa inovadora” como categoria única.

Uma política moderna precisa saber quantas firmas estão em adoção, engenharia, P&D contínuo, deep tech e escala internacional — e qual taxa de progressão existe entre degraus. Benefício sem progressão vira subsídio permanente; progressão mensurável permite condicionar, combinar e retirar instrumentos.

6.5 · Complexidade regional deve orientar a combinação entre NIB, ciência e desenvolvimento regional.

A política nacional define missões e capacidades críticas; estados e regiões identificam relatedness, ativos científicos, fornecedores e gargalos. Finep, BNDES, fundos regionais e compras podem então operar sobre portfólios territoriais em vez de chamadas desconectadas.

6.6 · Conteúdo local é um instrumento; capacidade doméstica é o objetivo.

Percentuais rígidos podem elevar custos ou proteger fornecedor ineficiente. O desenho superior mede aprendizado: produtividade do fornecedor, certificação, engenharia, exportação, P&D, domínio de processos e redução de dependências críticas. A exigência deve ser dinâmica e conectada à competição.

6.7 · IA muda a hierarquia de capacidades transversais.

Compute, dados, software, integração de sistemas, chips, energia e cibersegurança passam a influenciar praticamente todas as cadeias. Uma estratégia de complexidade que trate IA apenas como setor perde seu papel de tecnologia habilitadora capaz de reorganizar vantagens existentes.

6.2 · Leitura editorial

Cartão vermelho e cartão amarelo

🟥

Cartão vermelho · complexidade não se difunde sozinha

O Brasil combina polos de fronteira com baixa densidade agregada. Sem fornecedores, engenharia, serviços e firmas que aprendam continuamente, excelência localizada não se transforma em opção produtiva para o país inteiro.

🟨

Cartão amarelo · o ranking é uma lente, não a economia

O Atlas mudou a metodologia em 2026 e o ECI de bens não captura integralmente serviços, PI, controle empresarial nem heterogeneidade regional. A política precisa usar o indicador sem ser governada por ele.

6.3 · Vozes qualificadas

Como especialistas ajudam a ler o placar

Leituras editoriais. As formulações resumem as fontes indicadas em cada card; o link leva ao material original.

Toulouse School of Economics · Center for Collective Learning

César A. Hidalgo

Complexidade é uma forma de inferir conhecimento coletivo a partir do que economias conseguem produzir competitivamente.

A abordagem de Hidalgo ajuda a ler diversidade, ubiquidade e relatedness como sinais de capacidades produtivas e de possibilidades de aprendizado — sem transformar o índice em descrição completa da economia.

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UFSC · Economia e Relações Internacionais

Dominik Hartmann

Estrutura produtiva, inovação e desigualdade precisam ser analisadas juntas.

Hartmann conecta complexidade a crescimento inclusivo e estratégias de diversificação. A lente impede que subir no ranking seja tratado como objetivo suficiente sem perguntar quem participa e onde o conhecimento se difunde.

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UFMG · Cedeplar

João Prates Romero

Para transformar complexidade em política, é preciso saber quais capacidades existem em cada território e quais novas atividades são alcançáveis.

Romero coordena pesquisas que levam complexidade e relatedness ao nível regional brasileiro, incluindo o espaço de atividades. A lente conecta estrutura produtiva a estratégias concretas de diversificação e desenvolvimento regional.

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Universidade de Brasília · Departamento de Economia

Jorge Arbache

Serviços sofisticados podem carregar conhecimento e também decidir a competitividade da indústria.

Sua pesquisa sobre serviços no Brasil mostra que engenharia, telecomunicações, finanças, logística e outros serviços produtivos afetam custos e produtividade. A lente corrige a tendência de ler complexidade apenas pela manufatura exportada.

Ler a fonte ↗
7 · Como jogam os líderes

Como jogam os líderes

Os casos mais úteis não indicam um “setor vencedor”. Eles mostram arquiteturas que acumulam capacidades: empresas que sobem degraus tecnológicos, pesquisa aplicada próxima da produção, fornecedores densos, disciplina exportadora e Estado capaz de testar, interromper e escalar políticas.

Coreia do Sul

Escala empresarial + aprendizado exportador + P&D

A Coreia deslocou sua estrutura produtiva em sucessivas ondas, combinando investimento, engenharia, grandes empresas, fornecedores, exportações e esforço crescente de P&D.

Como funciona. A política não parou na entrada em um setor: exigiu atualização tecnológica contínua, escala internacional e capacidade empresarial de financiar a geração seguinte.

Em relação ao Brasil. O Brasil possui firmas e setores de excelência, mas em menor densidade e com menos encadeamentos tecnológicos contínuos ao redor deles.

O que aprender. Política produtiva deve medir progressão de capacidade ao longo do tempo, não apenas presença de uma fábrica ou aumento temporário de produção.

OCDE · Coreia ↗
China

Uma escada explícita de empresas tecnológicas

A China classifica e acompanha empresas por P&D, propriedade intelectual, pessoal técnico, receita tecnológica e especialização; SMEs podem avançar até categorias nacionais de “Little Giants”.

Como funciona. O status é conectado a crédito, equity, PI, compras, cadeias de grandes empresas, cenários de teste e digitalização. A classificação funciona como diagnóstico e política de desenvolvimento empresarial.

Em relação ao Brasil. No Brasil, instrumentos frequentemente enxergam projeto, benefício ou setor; uma escada nacional de capacidades empresariais ainda é pouco institucionalizada.

O que aprender. Medir empresas por capacidade permite direcionar instrumentos diferentes para adoção, engenharia, P&D contínuo, deep tech, escala e internacionalização.

Ver critérios ↗
Alemanha

Fraunhofer e Mittelstand aproximam conhecimento da fábrica

A Alemanha combina empresas industriais especializadas com infraestrutura permanente de pesquisa aplicada, teste, metrologia e engenharia.

Como funciona. Contratos empresariais, recursos públicos e institutos especializados reduzem o custo fixo de experimentar e absorver novas tecnologias, inclusive para empresas que não manteriam grandes laboratórios próprios.

Em relação ao Brasil. O Brasil tem boas ICTs e Embrapii, mas ainda precisa ampliar densidade territorial, continuidade e integração com cadeias e compras.

O que aprender. Complexidade exige infraestrutura de aprendizado acessível, não apenas universidades fortes e empresas líderes isoladas.

Fraunhofer ↗
Japão

Profundidade de fornecedores cria muitas opções de recombinação

A liderança japonesa combina máquinas, materiais, eletrônica, qualidade e fornecedores especializados que compartilham conhecimento tácito acumulado por décadas.

Como funciona. Quando uma economia domina muitas tecnologias complementares, a distância até novas atividades cai: competências podem ser recombinadas em produtos que ainda não existiam.

Em relação ao Brasil. No Brasil, perdas de ferramentaria, engenharia de processo e fornecedores em algumas cadeias aumentam o custo de reconstruir capacidades quando surge nova oportunidade.

O que aprender. Preservar e renovar capacidades transversais pode ser tão importante quanto escolher a próxima indústria.

Explore o Atlas ↗
Jogadas dignas de nota

Políticas, arranjos e histórias que merecem ser conhecidas

Cuidado · México

Produto sofisticado não garante valor doméstico sofisticado

O México mostra que integração profunda em cadeias globais pode elevar exportações sem garantir a mesma densidade de fornecedores, PI e valor doméstico.

Como funciona. O código aduaneiro registra o produto final, mas não revela quem controla projeto, componentes, software ou decisões.

Em relação ao Brasil. O Brasil deve avaliar exportações complexas também pelo que fica na estrutura produtiva.

O que aprender. Adicionar uma “conta de capacidade doméstica” evita confundir montagem competitiva com domínio tecnológico.

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Mapa

Product Space é mapa de probabilidade — não destino

Adjacências reduzem o custo de diversificar, mas distância, mercado futuro, geopolítica e externalidades podem justificar apostas mais ousadas.

Mais detalhes ↗
Território

Complexidade regional muda a unidade da política

Mapear empregos, ocupações, firmas e tecnologias permite perguntar o que cada território está próximo de aprender, em vez de impor uma pauta nacional homogênea.

Mais detalhes ↗
Serviços

Software, engenharia e certificação podem ser o gargalo escondido

Serviços produtivos sofisticados entram em quase todo bem industrial e também podem ser exportados diretamente; sem eles, máquinas modernas não viram competitividade sistêmica.

Mais detalhes ↗
8 · Prancheta

Como virar o jogo

8.1 · Criar uma Conta Nacional de Capacidades Produtivas e Tecnológicas.

Medir, por cadeia e missão, engenharia, P&D, fornecedores, PI, software, componentes críticos, serviços produtivos, exportação, domínio de processos e centros de decisão. O objetivo é enxergar o que o código aduaneiro não mostra.

**Responsáveis:** MDIC/CNDI, MCTI, IBGE, INPI, BNDES, Finep e Ipea. **Indicadores:** valor doméstico; fornecedores qualificados; engenheiros e pesquisadores; PI; exportadores; dependências críticas; produtividade. **Horizonte:** protótipo em 12 meses e revisão anual. **Risco:** criar um índice sintético opaco que esconda as capacidades específicas que a política precisa desenvolver.

8.2 · Instituir uma escada nacional de firmas por capacidade tecnológica.

Classificar firmas por adoção, adaptação, engenharia, P&D contínuo, deep tech e escala/exportação, combinando instrumentos e metas de progressão para cada estágio.

**Responsáveis:** MDIC, MCTI, BNDES, Finep, Embrapii, ABDI e Sebrae. **Indicadores:** número de firmas por degrau; taxa de progressão; P&D adicional; produtividade; first customers; exportação; sobrevivência após apoio. **Horizonte:** desenho em 12 meses; coortes de 3–5 anos. **Risco:** transformar a classificação em selo honorífico ou reserva de mercado sem progressão real.

8.3 · Transformar agro, energia e mineração em plataformas explícitas de complexificação.

Para cada grande cadeia, mapear tecnologias importadas, fornecedores, serviços, oportunidades de processamento, digitalização e novas exportações — e conectar compras, P&D e financiamento a esses mapas.

**Responsáveis:** MDIC, MME, MAPA, MCTI, BNDES, Petrobras e empresas âncora. **Indicadores:** novos fornecedores; conteúdo de engenharia; equipamentos e serviços exportados; produtividade; redução de gargalos tecnológicos. **Horizonte:** mapas em 18 meses; resultados em 3–8 anos. **Risco:** confundir nacionalização de insumo simples com avanço de capacidade tecnológica.

8.4 · Construir infraestrutura nacional de serviços produtivos e pesquisa aplicada.

Expandir acesso a software, nuvem, metrologia, certificação, testes, engenharia, compute, laboratórios e prototipagem, com redes regionais que reduzam o custo fixo de inovar para empresas médias e pequenas.

**Responsáveis:** MCTI, MDIC, Embrapii, Senai, RNP, Inmetro, universidades e estados. **Indicadores:** empresas atendidas; tempo/custo de teste e certificação; projetos com indústria; difusão tecnológica; produtividade pós-serviço. **Horizonte:** 2–5 anos. **Risco:** financiar infraestrutura ociosa, desconectada de demanda empresarial e missões.

8.5 · Usar compras, encomendas e regulação como motores de primeira demanda.

Missões em saúde, defesa, clima, infraestrutura, IA e governo digital devem abrir problemas e padrões de desempenho, permitindo que empresas disputem soluções e escalem com comprador real.

**Responsáveis:** Presidência, ministérios compradores, MGI, MCTI, MDIC e estatais. **Indicadores:** contratos de inovação; fornecedores novos; tempo até primeira compra; soluções escaladas; exportações subsequentes. **Horizonte:** pilotos em 12–24 meses; escala em 3–6 anos. **Risco:** direcionar compras a incumbentes ou especificações fechadas que eliminem experimentação.

8.6 · Alinhar capital paciente à travessia entre engenharia, planta e escala.

Combinar subvenção, crédito, garantias, equity, mercado de capitais e fundos institucionais conforme risco e estágio, evitando exigir dívida convencional de projetos cujo principal ativo é intangível.

**Responsáveis:** BNDES, Finep, CVM, bancos, fundos de pensão e investidores privados. **Indicadores:** capital por estágio; follow-on privado; plantas-piloto; scale-ups; custo/prazo do capital; exportação. **Horizonte:** ajustes em 1–3 anos; efeitos estruturais em 5–10. **Risco:** socializar perdas sem disciplina, governança ou compartilhamento adequado dos ganhos.

8.7 · Criar Mapas Regionais de Capacidades e Adjacências ligados a instrumentos reais.

Combinar empregos, ocupações, firmas, exportações, IBID, universidades, patentes, infraestrutura e serviços para definir carteiras de diversificação por território e conectar Finep, fundos regionais, BNDES e compras a elas.

**Responsáveis:** MIDR, MDIC, MCTI, estados, INPI, Ipea e universidades. **Indicadores:** novas especializações; relatedness; produtividade regional; empresas tecnológicas; empregos qualificados; convergência de renda. **Horizonte:** mapas em 18 meses; carteiras de 4–8 anos. **Risco:** transformar mapas em planejamento determinista e impedir oportunidades não previstas.

8.8 · Submeter a política produtiva a um teste anual de fronteira, adicionalidade e saída.

Revisar se tecnologias, mercados e benchmarks se moveram; comparar apoiados e não apoiados quando possível; escalar o que gerou aprendizado e encerrar apoios sem adicionalidade ou progressão.

**Responsáveis:** CNDI, MDIC, MCTI, Fazenda, Ipea, BNDES e Finep. **Indicadores:** gap frente a benchmarks; produtividade; adicionalidade; capacidade persistente 5 anos depois; instrumentos encerrados ou redirecionados. **Horizonte:** ciclo anual com avaliações profundas a cada 3 anos. **Risco:** avaliação virar formalidade ou ser capturada por quem administra o próprio programa.

Como saber se o jogo virou?

O Brasil terá virado a partida quando conseguir entrar mais rapidamente em atividades de maior oportunidade; multiplicar firmas que fazem engenharia e P&D de modo contínuo; aumentar valor e tecnologia domésticos em cadeias globais; transformar recursos naturais em novas exportações; reduzir diferenças regionais de capacidade; e sustentar tudo isso sem apoio crescente por unidade de resultado. **Subir no ECI será consequência — não a definição da vitória.**

9.1 · Jornada do Cidadão · ação rápida

Leve a discussão para as redes

Torcedor · 2 min

Leve uma pergunta do placar para a conversa

Use a súmula de Complexidade econômica para abrir uma conversa com dado, comparação e dúvida explícita.

  1. Escolha o dado do placar que mais chamou sua atenção.
  2. Compare com pelo menos uma referência da tabela.
  3. Compartilhe uma pergunta e inclua o link da súmula para que outras pessoas possam conferir a fonte.
9.2 · Centro de Treinamento

Treine a leitura antes de entrar mais fundo no debate

Treino rápido

Entenda os conceitos-chave

Categoria de Base · 4 min

Treine a leitura de Complexidade econômica

Antes de discutir o ranking, explique com suas palavras que a partida mede a sofisticação e diversidade do conhecimento produtivo revelado pela pauta exportadora.

  1. Explique em uma frase que o indicador mede a sofisticação e diversidade do conhecimento produtivo revelado pela pauta exportadora.
  2. Identifique na tabela o Brasil e duas referências.
  3. Leia o VAR/metodologia e anote uma conclusão que o indicador, sozinho, não permite tirar.
  4. Refaça a explicação sem jargão técnico.
9.2.1 · Quiz integrado ao jogo

Quiz da partida

Três perguntas para verificar se o placar foi entendido sem transformar o indicador em resposta pronta.

Vale para sua patente. Acertos inéditos aqui alimentam o mesmo progresso do Jogo da República.

1. O ECI procura captar:

Explicação: Complexidade observa capacidades produtivas reveladas pelo padrão de exportações.

2. Um ECI maior é, em geral:

Explicação: O índice tenta capturar a presença de capacidades difíceis de reproduzir.

3. Qual cuidado é necessário?

Explicação: A estrutura produtiva precisa ser aberta em mecanismos e resultados, não tratada como um único número mágico.

Placar do quiz: 0/3

9.2.2 · Missões

Investigue o jogo no mundo real

Olheiro · 15–30 min

Ache o indicador no mundo real

Procure uma atividade produtiva local que combine fornecedores, engenharia, tecnologia e mercados externos.

  1. Escolha um caso concreto e identifique data, local e responsáveis.
  2. Separe o que é fato observado do que é interpretação.
  3. Guarde pelo menos uma fonte verificável.
  4. Compare o caso com o diagnóstico da súmula e registre onde a comparação funciona — e onde não funciona.
9.2.3 · VAR e metodologia

Confira a jogada por trás dos dados

Ver método, definições e limites desta partida

O ECI vigente usa comércio de 2024 e metodologia atualizada em 2026.

O Atlas atualiza a maior parte dos dados anualmente, conforme a cobertura do UN Comtrade. A plataforma registra o vintage e evita chamar dados comerciais de 2026 de “ECI de 2026”.

O Atlas passou de especialização binária para contínua.

Desde 2026, o país-produto recebe intensidade entre zero e um conforme a vantagem comparativa, em vez do antigo corte RCA≥1. Isso reconhece especializações emergentes, mas recalibra séries e rankings.

ECI, complexidade de serviços e capacidade tecnológica não são equivalentes.

Exportações de bens, serviços, patentes, P&D e ocupações revelam camadas diferentes de capacidade. Uma estratégia robusta triangula métricas e evita condensar tudo em uma nota única.

Concentração exportadora recente é pulso, não substituto do ranking.

Os 37,7% de soja, petróleo e minério de ferro em janeiro–agosto de 2026 mostram concentração contemporânea. Não entram retroativamente na matriz de comércio de 2024 usada no ECI vigente.

Domestic value e technological command exigem dados além do comércio bruto.

Um bem exportado pode incorporar conteúdo importado relevante. Para inferir domínio tecnológico, é preciso observar fornecedores, valor adicionado, P&D, PI, engenharia, serviços, dados e governança empresarial.

Política industrial não tem causalidade automática.

Um setor apoiado pode crescer por câmbio, demanda externa, tecnologia global ou ciclo de commodities. Avaliação deve usar contrafactuais quando viável, indicadores intermediários e evidência de adicionalidade.

10 · Conexões do campeonato

Os placares mudam quando outras partidas mudam

Conexão

P&D empresarial

Complexidade cresce quando empresas acumulam engenharia, propriedade tecnológica e pesquisa contínua — não apenas quando importam equipamentos.

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Conexão

FBCF · investimento

Diversificação exige máquinas, plantas, software, infraestrutura e capital paciente para atravessar o período de aprendizado antes da escala.

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Conexão

PISA e competências

Capacidades produtivas dependem de uma base ampla de leitura, matemática, ciência, engenharia e aprendizagem ao longo da vida.

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Conexão

Volatilidade cambial

Câmbio competitivo pode ajudar exportações, mas volatilidade excessiva encarece equipamentos, contratos e decisões de localização de atividades sofisticadas.

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Conexão

Crescimento estadual

A complexificação ocorre em territórios: clusters, universidades, fornecedores e infraestrutura determinam quais adjacências são plausíveis em cada região.

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Conexões com o Raio-X

O Raio-X explica as regras por trás deste placar

Compare o resultado da súmula às regras que influenciam sua distribuição. As fichas separam fatos, questões para avaliação e possibilidades de reforma.

Ficha 30

Lei do Bem, Lei TICs, PADIS e incentivos a P&D

A política pode incentivar inovação, mas distribuí-la de forma pouco acessível ou premiar gastos que ocorreriam independentemente do apoio.

Entenda o mecanismo →
Ficha 34

Desonerações setoriais e incentivo sem adicionalidade

Benefícios permanentes sem revisão podem transferir recursos fiscais sem gerar emprego ou investimento extra.

Entenda o mecanismo →
Ficha 66

Barreiras profissionais, diplomas e tecnologias de saúde

Restrições sem relação proporcional com risco podem reduzir oferta e elevar preços aos cidadãos.

Entenda o mecanismo →
Ficha 67

Restrições à oferta de táxis e aplicativos

Restrições podem criar renda para quem já tem autorização e reduzir opções dos usuários.

Entenda o mecanismo →

Explorar as 80 fichas →

11 · Fontes e evidências

Confira o placar, os mecanismos de capacidade e os benchmarks usados na análise

A súmula separa o placar de complexidade, os mecanismos de acumulação de capacidades, a fotografia comercial recente e os benchmarks institucionais. O objetivo é evitar que ranking, exportação, inovação e comando tecnológico sejam tratados como sinônimos.

Dado / fonte institucionalEstudo empíricoBenchmark / avaliação institucionalLeitura de apoio